mas que não haja
enganos. sou, de nascença, um ser do outono. a vida na terra é emprestada, eu pertenço aos subterrâneos. o meu demónio dorme, mas não me deixa. sinto o seu bafo quente no meu pescoço. a sua respiração soa compassada com a minha. rejubilo pela liberdade temporária do verão, pelo sabor do sal e das algas na boca ao primeiro mergulho no mar, mas continuo a carregar por dentro o fruto saturnino e as pequenas mortes. é certo que há uma intacta ferida, que sangra suspensa. é certo que me encosto sempre ao lado errado da noite. é certo que regressarei às sombras, ao submundo. mas não hoje.
Etiquetas: afirmações identitárias, fruta esquisita menina aflita, fruto saturnino (conhecimento do inferno), o exílio e o reino, o ponto de vista dos demónios
5 Comentários:
Adoro.
Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...
:)
Olá
Gostei muito da idéia de um diário saturnino, um diário de saturnino e para saturninos para afiar as antenas, quando tudo perde a palpabilidade e das mãos entorpecidas tudo escapa.
Até mais
Mauro Jorge
Este é meu blog:
http://elizabethmydear.wordpress.com/2008/12/
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