quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007



Poesia procura-se


procuro poetas e poemas, que não tenham pudor em enfiar os dedos carne adentro e retalhar, esventrar. sim, estou a pedir ajuda. contribuam para o little black spot. nos comentários, através do mail que está ali em baixo, como quiserem. mostrem-me a Adília Lopes, a Alejandra Pizarnik, o Rui Pires Cabral, a Margaret Atwood, todos os outros de que não me lembro ou que não conheço. mas dêem-me poetas e poemas que se possa usar com sal sobre as feridas. no fim há-de haver uma compilação pela distribuir pelas ruas da blogoesfera.



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Bebemos às escondidas
Em copos intactos
Vinho que talvez
Fosse para nós.

Bebemos às escondidas
Por entre as turbas
Que se moviam para o sol.

Era a saída dos nossos labirintos
E faltava-nos firmeza nas mãos.

As delícias do azul reservavam-se para a colina,
O cimo das árvores
E o ocioso gavião.

Tivemos a nossa hora e julgámos possível
Proteger as planícies e o próprio espaço.

Amámos às escondidas
E soubemos que não pode curar-se
Em pouco tempo alegria excessiva.

Guillevic



+



Senti que estava às portas do meu reino,
Entre as sombras brilhavam as paisagens
Que os meus sonhos antigos desejavam.
Mas o terror expulsou-me das imagens
Onde os meus membros já penetravam.

Sophia de Mello Breyner



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posted by saturnine | 13:20 |


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29 Comentários:

Blogger . disse...

Somos de natureza contrária.
Um de nós pode destruir o outro, mas só por fora, uma onda que vem
de muito longe, demora a chegar
à praia, ao sol que sossobra
no lugar onde nós estamos,
entregues, entristecidos. Dentro,
no interstício de silêncio
ameaçado pela despedida, sempre
de despedida ameaçado, nenhum
de nós será destruído nunca,
a memória da rua com plátanos,
o pólen mordente da primavera,
o cântico dos pardais. Não,
eu não quero esse amor indeciso
que sossobra num frio inebriante:
cada um com o outro tenta conservar
o seu ser, a identidade que sorri
na janela do quarto que fica por fechar.

joaquim manuel magalhães

3:27 da tarde  
Blogger Calamity Spot disse...

keep them coming. *

10:48 da tarde  
Blogger . disse...

não sei se respondo ou se pergunto.
sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
de súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
a minha ebriedade é a da sede e a da chama.
com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
o que eu amo não sei. amo em total abandono.
sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

antónio ramos rosa

4:38 da tarde  
Blogger Sombra disse...

De onde me chegam estas palavras?

Nunca houve palavras para gritar a tua ausência

Apenas o coração
Pulsando a solidão antes de ti
Quando o teu rosto dóia no meu rosto
E eu descobri as minhas mãos sem as tuas
E os teus olhos não eram mais
que um lugar escondido onde a primavera
refaz o seu vestido de corolas.

E não havia um nome para a tua ausência.

Mas tu vieste.

Do coração da noite?
Dos braços da manhã?
Dos bosques do Outono?

Tu vieste.
E acordas todas as horas.
Preenches todos os minutos.
acendes todas as fogueiras
escreves todas as palavras.

Um canto de alegria desprende-se dos meus dedos
quando toco o teu corpo e habito em ti
e a noite não existe
porque as nossas bocas acendem na madrugada
uma aurora de beijos.

Oh, meu amor,
doem-me os braços de te abraçar,
trago as mãos acesas,
a boca desfeita
e a solidão acorda em mim um grito de silêncio quando
o medo de perder-te é um corcel que pisa os meus cabelos
e se perde depois numa estrada deserta
por onde caminhas nua.

Joaquim Pessoa

7:16 da tarde  
Blogger Knave of Hearts disse...

A CASINHA DE CHOCOLATE

Extraviada, ingénua, por caminhos
que percorria pela primeira vez,
deixei-me seduzir infantilmente
por aquela casinha. O telhado
de chocolate, as paredes doces
cheias de morangos, ginjas e pastéis,
as janelas de açúcar transparente,
os caixilhos de amêndoas e creme.
Com os olhos e a alma num fastio,
entregue àquele mundo encantado,
abri a porta de baunilha e menta
sem olhar para cima. Pendurado,
um bonito cartaz de caramelo:
"Abandonai toda a esperança."

AMALIA BAUTISTA, poeta madrilena

12:58 da manhã  
Blogger Calamity Spot disse...

obrigada, por favor continuem. :)

12:17 da manhã  
Blogger Knave of Hearts disse...

Embora não fôssemos nem um pouco
como duas gazelas se apascentando entre as açucenas,

nem muito menos como um rebanho de cabras
que descesse as colinas de Galaad,

nem por isso merecíamos ser confortados,
em vez de com bálsamos e maçãs,

com meio vidro de formicida cada um
num quarto de hotel barato em Cafarnaum.

PAULO HENRIQUES BRITTO

12:58 da manhã  
Blogger Sombra disse...

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

3:11 da tarde  
Blogger m disse...

ouve, calamidade.



Estavas de costas e eu toquei-te num ombro.
Demoraste três anos a voltar-te, o sol caía.



Joaquim Manuel Magalhães.

11:54 da tarde  
Blogger m disse...

(Ainda ele, ainda o mesmo contínuo poema:)


Eu sei que não virás. O quarto
seria este, estes os meus braços, aquela
a jarra com as flores.
Que lindo cachecol. O colete fica-te bem.
Sabes o que é o amor? Poder e não poder
dizer o teu nome sem que me rebente
dentro do estômago, dos intestinos, dos pulmões
a faca de infecções de que poderei morrer.

11:59 da tarde  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
a essa hora dos mágicos cansaços,
quando a noite de manso se avizinha,
e me prendesses todo nos teus braços...
quando me lembro desse sabor que tem
a tua boca... o eco dos teus passos...
o teu riso de fonte... os teus abraços...
os teus beijos... a tua mão na minha...
se tu viesses quando, linda e louca,
traça as linhas dulcíssimas dum beijo
e é de seda vermelha e canta e ri
e é como um cravo ao sol a minha boca...
quando os olhos se me cerram de desejo...
e os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

5:19 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

there’s language

there’s language in her eye, her cheek, her lip;
nay, her foot speaks. her wanton spirits look out
at every joint and motive of her body.

(william shakespeare, troilus and cressida)

5:21 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

variação primeira

(...)
promíscuos tombam num tropel de corpos,
de pernas, braços, bocas e cabelos,
ancas e mãos, de línguas e gemidos,
uivos de espasmo, seios e tremuras.
o sexo é tudo o que se entrega e tudo
o que num ritmo seguro arranca
sacões em que se ajusta mais ao fundo
e túrgido se escoa e recomeça.
(...)

(jorge de sena, eros de passagem)

5:22 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

balas de pólen

adormeço sempre com o teu mamilo
entre os dedos da minha mão
e meu sono é tranquilo
como o das rosas

(jorge de sousa braga)

5:25 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

s/t

i like my body when it is with your
body. It is so quite new a thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what is does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones,and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like,slowly stroking the,shocking fuzz
of your electric fur,and what-is-it comes
over parting flesh....And eyes big love-crumbs,
and possibly i like the thrill
of under me you so quite new

(e.e. cummings)

5:26 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

i carry your heart with me

i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)

(e.e. cummings)

5:27 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

esses são de cabeceira

5:28 da manhã  
Blogger Calamity Spot disse...

está a ser um bonito depósito de comentários, este. :)

12:07 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

Pois está

12:59 da manhã  
Blogger Samuel Jerónimo disse...

: )

12:59 da manhã  
Blogger sa.ra disse...

cá vai então um grande poema:

NOVÍSSIMO TESTAMENTO
Fabrício Carpinejar

Legendar a conversa dos pássaros ao amanhecer,
esticar o arame do violino,
restaurar o som dos peixes com o veludo dos pés,
acolher o elogio dos defeitos,
prender em gaiolas os livros de leitura avoada,
trocar mensalmente a terra do rosto,
agradecer a quem te cumprimenta por engano,
empregar as ervas como escolta das flores,
desaparecer na visibilidade,
interromper a sesta do vento,
repor as telhas do fogo,
esperar o porão subir com os frutos,
conhecer-te na medida em que me ignoro,
repetir os erros para decorar os caminhos,
ressuscitar a brasa das cinzas,
saber uma chama de ouvido,
afiar a faca na compra para que seja leal na despedida,
levantar atrasado, com a solidão ao lado,
distanciar o desespero e alegrá-lo com a saudade,
reverenciar o muro que nos permite imaginar uma vida diferente da nossa,
escolher as melhores maçãs pelo assédio dos insetos,
assobiar estrelas entre os telhados,
partir os cabides ao arrumar as malas,
pensar baixo para não ser escutado,
avisar das falhas na calçada,
seguir quem está perdido,
gritar nos ouvidos da claridade até surgir relâmpagos,
estreitar as vigas da face com a rede do riso,
tragar o vapor do inverno na véspera de ser vidro,
ter a infância assistida pelas parreiras,
ser a primeira roupa do teu dia,
nascer póstumo,
identificar o corredor do hospital nos arbustos podados,
correr na contramão do rio,
desafiar as cigarras, desafinando mais alto,
transpor a aparência do inferno,
converter o ódio em curiosidade do amor,
acelerar o passo para a névoa não encurtar o dia,
arrancar do fruto o que voava do coração parado da ave,
revezar com o pessegueiro a guarda da porta,
jejuar para doar o sangue,
enredar teus joelhos como forquilhas da fogueira,
enervar a vela com um lance de olhos,
cobrir com jornais a pedra fria,
buscar um confidente fora da consciência,
barbear a insônia com a lâmina dos seios,
descobrir o irmão mais velho no silêncio do caçula,
obedecer a intuição das dúvidas,
abandonar teu corpo antes da luz depor o peso,
morar no clarão exilado,
respeitar o mar quando está rezando,
curvar-se no violão como uma violeta cansada,
compensar a forte dose da fala com os gestos,
imitar a elegância de objetos esquecidos,
espantar o pó com a lâmpada dos dedos,
desfrutar do feriado das tranças,
deixar a música se inventar sozinha,
desperdiçar o fôlego fingindo trabalhar,
ouvir o sol de noite,
segurar no braço da cerração para atravessar a rua,
procurar minha voz em outros autores,
retribuir o aceno das sobrancelhas,
presenciar da janela a palestra da chuva,
espreguiçar a camisa dormida de espuma,
eleger tristezas para concorrer com as tuas,
puxar a cadeira na saída
(e observar tuas pernas roçando a toalha da mesa),
engolir de volta as palavras que te agrediram,
cortar a artéria de um beco e sangrar a saída,
medir a altura do poço com uma moeda,
entender que meus livros são parecidos comigo
(demoram a fazer amigos),
verificar o pulso da madeira,
desconfiar das superstições confiando nelas,
achar no pesadelo um quarto para dormir,
conservar a imagem da casa quando criança,
arder como um musgo na soleira da porta,
descer o fecho do vestido e vestir o quarto,
caminhar com a sandália de teus lábios,
ajustar o cavalo na cintura da estrada,
rebobinar o pulmão com a asma,
morrer tentando não morrer,
golpear o tambor com a força dos pés,
compreender sem concordar,
combinar encontros e desencontrar-se consigo no meio do trajeto,
desistir de compor o diário porque não existe segredo quando escrito,
anotar na agenda as reuniões que não quero ir,
apiedar-se da vocação fúnebre do guarda-chuva,
falir na memória preservando a imaginação,
acautelar-se das paredes velhas, o cimento armado,
carregar o sobretudo como uma garrafa vazia,
comemorar o que desconhecemos um do outro.

[do livro "Biografia de uma árvore" (Escrituras, 2ª edição, 2002)]

beijo
Dia mt feliz

1:24 da tarde  
Blogger raquel disse...

"(...)
Entre esta flor e o céu que o tempo esvaziou
de deuses e de nuvens, não hesito, e ponho a flor
no álbum que trago comigo, onde ela irá secar, deixando-me
a memória desta manhã de primavera num dia de Inverno.
Impossível seria o contrário - pegar no azul do céu
e pô-lo onde está a flor. Mas ao abrir o álbum, e ver
a flor seca, sei que o azul é a sua seiva, e ela corre
pela minha alma enquanto lhe toco, e volto a sentir
a manhã limpa em que a colhi de um ramo
inesperadamente vivo."


de "o sol na manhã de Inverno", Nuno Júdice

11:57 da tarde  
Blogger raquel disse...

"- Sim, sim. Está bem. Eu digo. - Aproximou-se dos meus filhos e da minha mulher e disse-lhes. Um muro invisível entre o seu rosto e as palavras que dizia. Um muro invisível entre o mundo e as palavras que dizia. Um muro que não permitia a compreensão imediata de palavras tão simples."
Cemitério de pianos, José Luís Peixoto

11:58 da tarde  
Blogger raquel disse...

"Can he really love her?
Can the soul really be satisfied with such polite affections?"

no filme: sensibilidade e bom senso

12:00 da manhã  
Blogger raquel disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

12:03 da manhã  
Blogger raquel disse...

A verdade, quem a sabe?
Eu não. O teu canto é doce
Como o regaço de mel que te recuso
Nada sei e nada posso
Deixa-me
Não te posso aqui
ver mais
A verdade, não a tenho
Segue outro caminho
Antes que a tua voz me doa
A verdade estará longe
Como tu de mim
Na verdade
Só saberei se te menti quando olhar para ti

já estou a abusar um bocadinho, não estou? (smiley com olhinhos a andar à roda)

12:08 da manhã  
Blogger Igor disse...

"Sem outro intuito"

Atirávamos pedras
à água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.

Luís Miguel Nava

7:59 da tarde  
Blogger Igor disse...

Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto


Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto
e a luz é fraca e treme e eu tenho medo
das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas
da casa e de tudo aquilo com que sonhes.

Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava
no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha
a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi
de quatro folhas; e das ervas húmidas e chãs
com que em casa se cozinham perfumes que ainda hoje
te mordem os gestos e as palavras.

O meu corpo gela à míngua dos teus dedos, o sol vai
demorar-se a regressar. Há tempo para uma história
que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,
serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,
como na minha pesará para sempre a pedra do teu sono
se agora apenas me olhares de longe e adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

8:03 da tarde  
Blogger Vieira Calado disse...

Excelente blog de poesia e não só.
Tenho um blog também e é a poesia o que mais procuro.

Aí vai um pequeno poema:

Bar da noite


Cigarros voam por cima dum balcão
em movimento
à beira da vertigem
prolongada pelo fumo.

Evapora o tempo dentro dos copos
cheios de névoa
abundantes do ar
que respiramos com os olhos.

Correm os fluidos no pensamento absorto
em labaredas de palavras.

E tudo é a efervescência dos dias vagos
imersos numa taça de marfim
no dia noite
por onde passam os instantes
que refazem o discurso das origens.

12:07 da manhã  

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"us people are just poems"
[ani difranco]


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