Uma criatura como eu não aguenta seis meses de escravidão. Escravidão do frio, do céu de chumbo, dos dias demasiado curtos para que alguma vida de jeito se desenhe. Estou, como a criança que sempre fui, com bichos carpinteiros, a retorcer-me de impaciência na cadeira da escola. É que uma criatura como eu também não se aguenta em obediência silenciosa. Eu já nem digo que suspiro secretamente por um verão esplendoroso. Para já, contentava-me com uma Primavera antecipada. Com as manhãs ao sol, o tempo lento, os livros em catadupa.
Eu sempre disse que um verão perfeito tinha que ter
The Shins e
Fleet Foxes em Paredes de Coura. Ainda por cima agora há
The Drums e
Morning Benders e podia ser tudo perfeito. Eis que acontece o milagre da chegada dos
Fleet Foxes e eles aterram justamente no Merdoso Alive. Há um desequilíbrio cósmico no universo, só pode, e eu não gosto quando o cosmos se põe a conspirar contra mim.
Resta a esperança, agora que há qualquer coisa nova e fresca, que para Paredes de Coura não esteja ainda tudo perdido:
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