segunda-feira, 31 de janeiro de 2011



Spellbound



Spellbound (1945, dir. Alfred Hitchcock)




Spellbound deixa um rasto curioso. Não é um filme brilhante (nas palavras do próprio Hitchcock, "Well, it's just another manhunt story wrapped in pseudo-psychology"). Gregory Peck é, sem sombra de dúvida, um galã da época, bonitão, com linhas bem definidas, mas temos que admiti-lo: um bocadinho grosseirão, como era o Marlon Brandon jovem, antes de se fazer mais homenzinho. Há, obviamente, o encanto de Ingrid Bergman, e do seu narizito arrebitado, mas não é exclusivamente disso que se faz o encanto do filme. Há qualquer coisa na forma como são retratadas as cenas psicológicas, o domínio do onírico. A verdade é que não gosto nada da pintura de Salvador Dalí. Acho-a foleirita, vagamente kitsch, uma espécie de antepassado longínquo desse ícone do mau gosto que a "arte fantástica" com senhoras nuas e olhos de felinos e unicórnios a cavalgar as ondas do mar... Mas convenhamos: a coisa funciona bem no cinema. Há uma espécie de fascínio, que é simultaneamente estético e psicológico, que, enfim, faz crer que o título do filme é justo e exacto.
















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sábado, 29 de janeiro de 2011



Não são planos para dominar o mundo...


... mas são planos para um sábado à tarde, o que, nos dias que correm, já não é nada mau:





The 39 Steps (1935, dir. Alfred Hitchcock)
(do Old Hollywood)






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Post ultra-congelado #2 (21.01.2009)


Acontece-me frequentemente: escrevo, planeio, componho, mas não publico. Às vezes propositadamente, às vezes por traição da memória, atropelada pelas urgências do quotidiano. Mas este post merecia ter vivido. E agora faço-lhe o meu Frankenweenie juju, porque antes era triste, e agora é só bonito:








i'd like to touch you
but i've forgotten how
and said i didn't need you
but look at me now

sometime in the summmer
when we're lying in the breeze
the breeze will kill me
the breeze will kill me

i tried to follow
the path that you're on
something in me is stubborn
i keep going wrong

if you can forgive me now
we'll meet up in another land
when the breeze has killed me
when the breeze has killed me

some time in the summer
when we're lying in the grass
and the breeze
and the breeze

oh my baby cries
when he's tired
mu puppy howls
with the moon

you can never be sure of
the people that you know
they don't wanna show you
their sadness

yesterday i talked with
my father
he said that we could
never win

it's so hard to tell
where i end
and my father begins

so if you see me passing by
please hold me deep
in your heart/arms
and just remember i wanna help you
i don't wanna hurt you

just remember i wanna help you
i don't wanna hurt you
so don't tear it apart

my baby cries
when he's tired
my puppy howls
with the moon


Bill Callahan | The Breeze/My Baby Cries






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Sísifo (finalmente feliz)


quando consegui
imaginar Sísifo feliz
fui desfazendo o meu rochedo
com afincada dedicação
o desgastei e desbastei
(porque toda a pedra se quer mínima e polida)

fui desfazendo o meu rochedo
para que mais nada me doesse
e pudesse transportá-lo no bolso
e enfim:

terminei com um mero
grão de areia.






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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011



lugares mágicos #3



© little black spot 2008





Poço, pedra, torre, castelo, jardim. A Quinta da Regaleira é, por excelência, o mais mágico dos lugares mágicos. Cada recanto evidencia-se como um quadro vibrante, supra-real, que comunica o que só circula na linguagem dos pássaros, das árvores, da água, das rochas. Na Quinta da Regaleira é possível estar-se dentro de uma história da Ana Teresa Pereira. É possível estar entre monstros antigos, gárgulas, fantasmas pressentidos. A terra tem uma espécie de pulsação e, se estivermos em silêncio tempo suficiente, conseguimos respirar compassados com ela. A passagem das estações é inebriante na Regaleira. O que teria sido da Agatha Christie se tivesse conhecido Sintra?





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Inventário crescente de palavras mais-que-perfeitas


Gosto do modo como algumas palavras contêm imagens dentro, e sons, e tudo aquilo que descrevem, mostrando em vez de apenas dizer. Gosto da palavra poço, que transporta a magia dos rituais iniciáticos e o barulho da água. Gosto da palavra torre, que tem dentro de si o fascínio dos castelos antigos e as histórias de princesas trágicas das histórias de fantasmas. Gosto da palavra pedra porque é exacta, mínima e rigorosa, como a poesia. Não gosto particularmente de outras palavras, como luz, porque não contêm absolutamente nada do deslumbre que descrevem. Sempre detestei o meu nome, durante a infância. Entretanto, aprendi a ser aquilo que ele descreve. Tenho aprendido a ser-me. Algo assim.





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domingo, 23 de janeiro de 2011



lugares mágicos #2



© little black spot 2008






Dentro da minha cabeça, sou uma criatura do bosque. Sem nome, sem género, sem tempo. Vivo em pleno vento, vivo no meio das árvores, vivo na torre mais alta de um castelo. Dentro da minha cabeça sou uma criatura fantástica, tenho super-poderes, e a existência não me pesa. Dentro da minha cabeça, sou uma história que não existe.




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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011



Blogspotting


Ultimamente, deu-me para uma certa nostalgia. Lembro-me dos primeiros tempos da blogosfera portuguesa e sinto uma pontinha de comoção orgulhosa por ter feito parte daquele núcleo que viu a coisa crescer e tomar proporções desmesuradas. Está tudo muito diferente. Antes, eu podia ir a uma festa e apresentar-me como little black spot e toda a gente sabia quem eu era. Ok, nem toda a gente. Uma vez estive numa festa em que também estava o Pedro Mexia e ele não me conhecia. Mas uma amiga que ia comigo conhecia-o a ele e disse-lhe "esta é a little black spot". Portanto, ia dar tudo ao mesmo, o mundo era razoavelmente pequeno. Ter um blog era como ter um nome visível. Hoje, tem-se um blog e um twitter e um facebook e um myspace e um flickr e um tumblr e um last.fm e um raio que nos parta... E nada chega, tentamos desesperadamente tornar-nos visíveis e somos largamente atropelados pela multidão. Tentamos, como quem diz... Eu não tento grande coisa, sou apenas um ponto anónimo, com alguns seguidores fiéis, que não se destaca da multidão.



Quando eu digo que isto anda tudo ligado, é porque anda mesmo tudo ligado. Estava eu nestas deambulações nostálgicas, quando reparo neste post do Alexandre Andrade:

«Lembram-se dos primeiros tempos da blogosfera portuguesa? Ah, as saudades! Os bloggers activos eram tão poucos que se conheciam quase todos pelo nome e apelido (ou por um "nick" bem esgalhado), os insultos choviam (desse ponto de vista, pouco mudou), trocavam-se parabéns nos aniversários, não havia "tag clouds" nem aquelas irritantes e inúteis sugestões no fim dos posts ("Poderá também gostar de..."). (...)»



Eu lembro-me desses tempos. De conhecer as pessoas, de saber coisas sobre elas, de nos tratarmos todos pelo nome e de serem especiais todos os acasos que nos reuniam num mesmo lugar. Tenho saudades de muitas coisas. Dos círculos de blogs amigos e de todas as implicações líricas que daí advinham. Tenho saudades da Janela Indiscreta. Tenho saudades de uma tarde no Porto, em que conheci a Alexandra, que nunca tornei a ver, mas que é provavelmente, de um modo abstracto e impossível de explicar, a pessoa que mais gosto de ler, com um tipo de gostar que se mistura com o gostar da pessoa em si. Tenho saudades da lentidão. A vida acontecia-me mais lentamente, e a escrita também. Agora parece que saborear é um verbo fora de moda. Ou talvez seja só cansaço. Vou ali repousar os meus verbos e já volto.





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terça-feira, 18 de janeiro de 2011



Um bocadinho de verão dentro de um dia chuvoso


Às vezes tenho que me conter muito muito muito para conseguir ficar sossegadinha - keep calm and carry on working like it's no big deal - quando na verdade o que me apetecia era atar um lenço na cabeça, sacar dos meus Raybantes magníficos e pôr o meu célebre bigode Trotskiano, só para andar aí a agitar o rock do corpo para fora. Queria dizer que há subjacente um desejo latente de roadtrip, mas confundo-me sempre e penso em roadkill.







Eagles of Death Metal | Secret Plans






Eagles of Death Metal | Wannabe in L.A.






Eagles of Death Metal | Cherry Cola






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domingo, 16 de janeiro de 2011



Repetições: magic places #1, take 2



© little black spot 2006




Afinal foi só um susto. O mundo já está outra vez em paz. Alguma angústia, algum pânico, alguma insónia, e tudo se resolve. Descobre-se o caminho de volta para os lugares mágicos dentro da própria cabeça: Dezembro de 2006, Jardim Botânico de Lisboa, na companhia do amigo Passaritus. Afinal, sou um pouco menos totó do que imaginava. Eu - imagine-se, logo eu! - fiz, atempadamente, backups. Não me posso conter, de tanta vaidade.



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sábado, 15 de janeiro de 2011



Repetições: magic places #1



© little black spot 2006






O meu inacreditavelmente insuportável desleixo desorganiza-me e causa-me rudes desgostos. Pior que um equívoco, é uma falha, um espaço em branco impossível de preencher: não faço ideia onde tenho - ou se tenho, de todo - o original desta fotografia, nem consigo reordar-me do lugar mágico que retrata. Não sei sequer se as perdi - a fotografia e a memória do lugar. Diz-me o registo digital que é de 31 de Dezembro de 2006, o que me leva a concluir que só pode ser Vila Real. Mas não faço a mínima ideia do que foi feito de mim nesse dia. Não faço a mínima ideia por que não guardei religiosamente a memória de todos os lugares mágicos por onde passei. É certo que os lugares mágicos acabam sempre por estar todos no mesmo sítio: dentro da minha cabeça. Mas era simpático por vezes poder contemplar.




PS - entretanto ocorreu-me que em 2006 não estava em Vila Real; foi em 2005. Ora então cá está de novo a dita estaca zero.



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O meu quarto não tem vista para um parque (mas devia) #2



© little black spot 2008






Outro ponto de vista sobre um bom engano.



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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



O meu quarto não tem vista para um parque (mas devia)



© little black spot 2010





Gosto de alguns enganos. A verdade, de qualquer modo, é uma quimera, um monstro com mil cabeças, é impossível ocuparmo-nos de todas ao mesmo tempo. Gosto de como as verdades dependem sempre de uma questão de perspectiva. Gosto de alguns equívocos, como este, que mente sobre o lugar onde vivo - mas que ainda assim o afirmam na sua plena genuinidade.





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posted by saturnine | 00:46 | 4 Comentários


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Sinédoque


Hoje, tenho a certeza: amei sempre mais as palavras do que os homens. Um corpo amado, sempre menos real do que o próprio amor. Era preciso que alguma presença se simulasse, que um pretexto ocorresse, para que da escrita emergisse algum sentido - mas era desde o início o próprio poema o único sentido, o único fim. Cresci escrevendo-me. Gosto mais das coisas que escrevi do que dos lugares em que me demorei para fazê-lo. À distância, os amores tornam-se abstractos, inomeáveis, despidos do seu rosto antigo: as palavras prevalecem. À distância, tenho que reaprender a escrever sobre as coisas. Digo pouco, quase nada, e há muita alegria nesse desleixo desatento que menospreza - subitamente - o rigor poético das palavras. A atenção recai, finalmente, onde deve.





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domingo, 9 de janeiro de 2011



Late night random






O espectro amplo dos olhares. Um que fica, mas se ausenta, indeterminado. O outro que quer ir, seguir, mas não sabe como, e fica também. Dois olhares e dois silêncios, que ficam porque se incompletam no desejo e na eficácia da fuga, duas presenças que ficam, mas em lugares opostos.

Sempre gostei muito de pessoas dolorosamente bonitas, tão bonitas que só podem ser extremamente desesperadas.





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sábado, 8 de janeiro de 2011



Noite, o dia inteiro


Dan Auerbach foi o meu melhor vício do ano passado. Não tenho listas, não tenho vencedores nem vencidos, nem hierarquias de predilecção determinadas a régua e esquadro pelas falácias do Last.fm. Só tenho grandes amores, que vão crescendo e, quando se vira a página, assinalam marcos nas memória afectivas. Foi o disco perfeito para um verão on the road e continua a ser o disco perfeito para a melancolia dos dias de temporal.


A música que eu deveria ter resgatado na outra noite, afinal era esta. Quando qualquer coisa estala e parte, esta é a pequena luz que entra pela fresta. É a música-amuleto que põe o dedo na ferida, mas mantém os demónios afastados.





Dan Auerbach | When the night comes




When the night comes
And you lay your weary head to rest
No more trials, no tests
When the night comes
When the night comes
You dont have to be afraid
Of any choice you made
When the night comes

Dont be afraid
Youre only dreaming…(repeat)

When the night comes
The headlines read
Whatevers in your dreams
When the night comes

When the night comes
And you lay by the one you love
The one who knows you and the things you do
When the night comes

Dont be afraid
Youre only dreaming…


When the night comes…






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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011



Mais uma brilhante constatação (quase) científica


Pode-se crescer, sobreviver, jogar à cabra-cega com os velhos demónios e vencer. Excepto se tivermos muito muito muito sono em atraso.





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Post Scriptum


Ainda assim, é um equilíbrio tão precário, a sobrevivência. Uma trégua arrebatada à força de dentes e unhas, que não esconde o pavor do desmoronamento. É como jogar à cabra-cega com os velhos demónios - raios os partam, a gente ganha, mas eles continuam a jogar. Por isso, para que esta noite não lhes pertença, cerro punhos e ranjo dentes e não cedo à tentação: ia buscar uma outra música do Robert Forster, uma que me dói muito, porque na verdade me apetecia massacrar um bocadinho as velhas feridas, mas acabei por trazer esta:






Robert Forster | Let your light in, baby






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A pedra mínima do ponto de vista de Bartleby


É verdade que a construção de um "eu" literário não ocorre sem solavancos, ou surpresas inesperadas, súbitos acessos de vergonha, ou rasgos de imprevisível admiração. Não somos sempre aquilo que já fomos, e nem sempre os lugares familiares nos pertencem para sempre.

À força de tanto massacrar o lugar da ferida (oh, a insistência na persistência da memória...), a pele inesperadamente endurece, impermeabiliza-se: cicatriza. Não se deixa massacrar. A fina sensibilidade que permite uma devoção sem par ao género poético pode tender, num primeiro momento deste exercício de sobrevivência, a incitar a um gesto de recusa: a minha pedra polida, perfeita e minimal, tornou-se tão mínima, tão mínima, que quase se evaporou. A poesia existe algures dentro do meu corpo apenas como um grão de areia, indelével, mas vagamente imperceptível.

A minha pele endureceu e eu não consigo manusear a subtileza dos versos como antes. Gosto de outras coisas. Gosto menos da escrita como agressão. É como o Bartleby, também prefiro de não. As palavras já não encenam, a cada momento uma pequena morte. São outra coisa. São uma coisa qualquer à procura de nome, à procura de lugar. Nos últimos tempos, o grande silêncio em que a exaustão me levou a mergulhar quase me levou a crer que se extinguira em mim qualquer coisa: a capacidade de dizer, a acapacidade de ser.

Mas está tudo lá, de novo inesperadamente: o universo inteiro no meu grão de areia. A poesia volta toda a fazer sentido quando regressa ao lugar do fascínio e da aprendizagem inicial: em tempos de desordem, angústia e terror, o sono não possui qualquer domínio. O medo, contudo, não soçobra, pois por aqui já aprendemos a rodear-nos de bom juju. A límpida medida de Sophia de Mello Breyner Andresen sublinha a razão por que consigo atravessar, a custo, o deserto da insónia:




Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte

Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento






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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011



Love



Love | Always see your face





2011, let the good times just keep on rollin'.







Harold's Planet






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spot player special




"us people are just poems"
[ani difranco]


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calamity.spot[at]gmail.com



~*. through the looking glass .*~




little black spot | portfolio
Baucis & Philemon | tea for two
os dias do minotauro | against demons
menina tangerina | citrus reticulata deliciosa
the woman who could not live with her faulty heart | work in progress
pale blue dot | sala de exposições
o rosto de deus | fairy tales








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~*. rearview mirror .*~


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~*. spying glass .*~


a balada do café triste . ágrafo . albergue dos danados . almanaque de ironias menores . a natureza do mal . animais domésticos . antologia do esquecimento . arquivo fantasma . a rute é estranha . as aranhas . as formigas . as pequenas estruturas do ócio . atelier de domesticação de demónios . atum bisnaga . auto-retrato . avatares de um desejo . baggio geodésico . bananafish . bibliotecário de Babel . bloodbeats . caixa-de-lata . casa de cacela . chafarica iconoclasta . coisa ruim . com a luz acesa . comboio de fantasmas . complicadíssima teia . corpo em excesso de velocidade . daily make-up . detective cantor . dias com árvores . dias felizes . e deus criou a mulher . e.g., i.e. . ein moment bitte . em busca da límpida medida . em escuta . estado civil . glooka . i kant, kant you? . imitation of life . isto é o que hoje é . last breath . livros são papéis pintados com tinta . loose lips sink ships . manuel falcão malzbender . mastiga e deita fora . meditação na pastelaria . menina limão . moro aqui . mundo imaginado . não tenho vida para isto . no meu vaso . no vazio da onda . o amor é um cão do inferno . o leitor sem qualidades . o assobio das árvores . paperback cell . pátio alfacinha . o polvo . o regabofe . o rosto de deus . o silêncio dos livros . os cavaleiros camponeses no ano mil no lago de paladru . os amigos de alex . Paris vs. New York . passeio alegre . pathos na polis . postcard blues . post secret . provas de contacto . respirar o mesmo ar . senhor palomar . she hangs brightly . some variations . tarte de rabanete . tempo dual . there is only 1 alice . tratado de metatísica . triciclo feliz . uma por rolo . um blog sobre kleist . vazio bonito . viajador


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~*. the bell jar .*~



os lugares comuns: against demons . all work and no play . compêndio de vocações inúteis  .  current mood . filosofia e metafísica quotidiana . fruta esquisita menina aflita . inventário crescente de palavras mais-que-perfeitas . miles to go before I sleep . música no coração  .  música para o dia de hoje . o ponto de vista dos demónios . planos para dominar o mundo . this magic moment  .  you came on like a punch in the heart . you must believe in spring


egosfera: a infância . a minha vida dava um post . afirmações identitárias . a troubled cure for a troubled mind . april was the cruellest month . aquele canto escuro que tudo sabe . as coisas que me passam pela cabeça . fruto saturnino (conhecimento do inferno) . gotham style . mafarricar por aí . Mafia . morto amado nunca mais pára de morrer . o exílio e o reino . os diálogos imaginários . os infernos almofadados . RE: de mail . sina de mulher de bandido . the woman who could not live with her faulty heart . um lugar onde pousar a cabeça   .  correio sentimental


scriptorium: (des)considerações sobre arte . a noite . and death shall have no dominion . angularidades . bicho escala-estantes . do frio . do medo . escrever . exercícios . exercícios de anatomia . exercícios de respiração . exercícios de sobrevivência . Ítaca . lunário . mediterrânica . minimal . parágrafos mínimos . poemas . poemas mínimos . substâncias . teses, tratados e outras elocubrações quase científicas  .  um rumor no arvoredo


grandes amores: a thing of beauty is a joy forever . grandes amores . abraços . Afta . árvores . cat powa . colectânea de explicações avulsas da língua portuguesa  .  declaração de amor a um objecto . declaração de amor a uma cidade . desolação magnífica . divas e heróis . down the rabbit hole . drogas duras . drogas leves . esqueletos no armário . filmes . fotografia . geometrias . heart of darkness . ilustraçãoinício . matéria solar . mitologias . o mar . os livros . pintura . poesia . sol nascente . space is the place . the creatures inside my head . Twin Peaks . us people are just poems . verão  .  you're the night, Lilah


do quotidiano: achados imperdíveis . acidentes quotidianos e outros desastres . blogspotting . carpe diem . celebrações . declarações de emergência . diz que é uma espécie de portfolio . férias  .  greves, renúncias e outras rebeliões . isto anda tudo ligado . livro de reclamações . moleskine de viagem . níveis mínimos de suporte de vida . o existencialismo é um humanismo . só estão bem a fazer pouco


nomes: Aimee Mann . Al Berto . Albert Camus . Ana Teresa Pereira  . Bauhaus . Bismarck . Björk . Bond, James Bond . Camille Claudel . Carlos de Oliveira . Corto Maltese . Edvard Munch . Enki Bilal . Fight Club . Fiona Apple . Garfield . Giacometti . Indiana Jones . Jeff Buckley  .  Kavafis . Klimt . Kurt Halsey . Louise Bourgeois . Malcolm Lowry . Manuel de Freitas . Margaret Atwood . Marguerite Duras . Max Payne . Mia Couto . Monty Python . Nick Drake . Patrick Wolf  .  Sophia de Mello Breyner Andresen . Sylvia Plath . Tarantino . The National . Tim Burton


os outros: a natureza do mal . amigos . dedicatórias . em busca da límpida medida . retalhos e recortes



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...it's full of stars...


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