sexta-feira, 30 de maio de 2008



It could've killed me





é verdade que uma coisa assim pode matar. com alguma falta de cuidado, somos tomados por uma pequena morte, instantânea, inesperada, deslumbrante. quando se vai assim, de encontro a semelhante criatura, não se pode saber em que estado se regressa - se se regressa. Scout Niblett, ontem, no Mercado Negro em Aveiro. eu, que aprendi a amá-la porque é minha firme convicção que ela é o Bonnie "Prince" Billy feito mulher (razão pela qual não será de estranhar que faça tanto sentido ouvi-los em dueto), fiquei arrasada ao primeiro segundo. ela é o inferno e a redenção. uma figura de anjo que tem dentro de si um séquito de demónios. eu, estarrecida, fitava de olhos esbugalhados e coração nas mãos a improbabilidade de semelhante epifania, que apertava como uma dor fina, subtil, crescente, atravessando a espinha até à garganta. ao primeiro verso da "Kiss" senti que podia mesmo morrer. havia chuva lá fora. não sei se foi ou não o que me salvou. ainda não sei muito bem que é feito de mim.








A kiss could've killed me
If it were not for the rain

A kiss could've killed me
Baby if it were not for the rain

And I had a feeling it was coming on
I felt it coming
For so long
If I'm to be the fool
Then so it be


This fool can die now
With a heart that's soaked

How
How had it it coming
For so long

And darling take my hand
And lead me through the door
Let's kidnap each other
And start singing our song

My heart is charged now
Oh, it's dancing in my chest

And I fly when I walk now
From the spell in that kiss

Cause I...

It could've
It could've killed me
It could've killed me
If not for the rain

Oh darling let me dream
Cause somewhere inside me
I have been waiting
So patiently
For you


So don't break
Don't break my dream
Don't break my dream


Let the rain exalt us
As the night draws in
Winds howl around us
As we begin
What a way to start a fire
Broken with the break of day

A kiss could have killed me
If it were not for rain

I have a feeling it's coming on
I felt it coming on
for so long

And it could've
It could've killed me
It could've killed me
If it were not for the rain






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posted by saturnine | 14:33 | 3 Comentários


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quinta-feira, 29 de maio de 2008



sobre os subtis estratagemas da auto-estima


há uns anos, achava que o que escrevia aguardava o momento certo para ser publicado, tipo quando chegassem os 25 anos, como foi com a Sophia de Mello Breyner. hoje em dia, arranjei outro estratagema: agora convenço-me que o escrevo não é assim para ser lido por qualquer um, e mando tudo para a gaveta cheia de orgulho.





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posted by saturnine | 01:33 | 7 Comentários


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more news from nowhere #3


i keep a close watch on this heart of mine: ainda estou a 8,566 bilhetes de distância de perder o Leonard Cohen em Lisboa. no fundo, eu sei que não vou perder. gosto só de me assegurar diariamente que esta bomba ainda bate compassada com os meus desejos.





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posted by saturnine | 01:30 | 2 Comentários


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more news from nowhere #2




o meu amor incondicional pelo Indiana Jones não é segredo para ninguém, mas se calhar nunca tinha posto as coisas nestes termos: trata-se de algo entre o meu herói da infância e o amor da minha vida. é preciso que se note que o primeiro filme que eu vi na vida num cinema foi precisamente o Indiana Jones e Os Salteadores da Arca Perdida (passando à frente as Brancas de Neve e afins mariquices habituais), e que isso me valeu até aos dias de hoje uma paixão assolapada pelo Harrison Ford, em todas as suas formas. ainda hoje, coiso e tal.




este Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal não é um filme para ter mudado a minha vida, provavelmente nem sequer para ter acrescentado muito mais. não é um filme brilhante, e é seguramente um filme menor que os 3 primeiros (dos quais o primeiro e o segundo são claramente os meus predilectos, com dezenas de visionamentos cada um), mas é tão comovente ter o Indy de volta, e em tão boa forma nos seus 65 anos, que não pude deixar de sair rendida. é um bom filme de entretenimento e aventura, apesar de tudo, e serve o seu propósito.

e claro, há todas as subtilezas de devoção à causa. a cumplicidade de olharmos um para o outro, quando poucos o perceberam, e comentarmos ao mesmo tempo: "olha a Arca!"... brilhante. valeu pelo tempo todo no escurinho bom do cinema.





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posted by saturnine | 01:29 | 2 Comentários


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sábado, 24 de maio de 2008



more news from nowhere #1


quis o destino que durante seis dias não houvesse folgas nem net. muito sofreu este meu pobre coração entupido, que transbordava de coisas para dizer. o destino era cruel e nem os moleskines tiveram direito a sair da bolsa e ver o mundo. também, por estes dias, não há muito que ver. outono em Maio, chuva a desmentir diariamente a nossa promessa de acreditarmos sempre na primavera, as pessoas, sempre estúpidas e idiotas por toda a parte, particularmente adeptas da cultura pimba da catedral comercial. man, quase me esqueci neste tempo como é que se faz para descansar. respirar. já não sei como é. preciso de explicações para o batimento cardíaco.





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posted by saturnine | 17:05 | 5 Comentários


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sexta-feira, 23 de maio de 2008



i tell ya, this is no game for chicken


a partir de hoje, este blog tem etiquetas. o que não foi, de todo, uma decisão fácil. 5 anos, mais de 2000 posts, centenas e centenas de assuntos. só um ímpeto obsessivo-compulsivo me poderia fazer embarcar em tão morosa tarefa. mas o caos interno agradece. vocês, não sei. em todo o caso, estão ali em baixo listadas (nos meses que já consegui arrumar, pelo menos). para o que quer que elas sirvam.

posted by saturnine | 03:27 | 8 Comentários


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segunda-feira, 19 de maio de 2008



O ponto de vista dos demónios #29




Bonnie "Prince" Billy | The Letting Go



nesta noite algo de extraordinário aconteceu. estávamos num camarote, num balcão, a uma distância que a memória (turva) torna cada vez mais funda, mais imprecisa - mais distante. eu quis gritar qualquer coisa. um pedido, um suspiro, um anseio. mas havia um assombro que tomava secretamente conta de todos os espaços, de imediato me pôs a mão crispada no braço, segurou-me pela garganta: onde pensas que vais, criatura? eu pensava que ia nas asas do desejo. mas fui atirada contra um precipício sem fundo, algo só muito vagamente parecido com as pessoas no chão abaixo de mim, e não, não é a isto que deve saber o voo. era mais uma pequena morte, eu juro que morri ali durante 2 minutos e ainda hoje não sei que sopro me devolveu à vida. caí, circularmente, interminavelmente, até não saber mais por onde cair. quando a dor é grande, os nervos são os primeiros a evadir-se em colapso instantâneo. depois é a vez dos músculos, que petrificam, atraiçoam o gesto previsto. o coração dispara, olha como corre furioso em direcção a lugar nenhum. quem poderia sustê-lo, assim em fuga? pára, regressa, onde vais, coração? subitamente, o corpo é um túmulo. a música, por momentos, eclipsa-se. só com muita dificuldade poderia ousar recordar o que ouvi. a respiração, suspensa, regressa em súbitas emergentes sôfregas golfadas. must - have - a-i-r. o que aconteceu ali (se não foi um encontro com deus ou os seus demónios), pode ter sido o que Bonnie "Prince" Billy cantava:


"Turning half the heart into something hard and dark"



The Letting Go
é um disco extraordinário. demorou a conquistar-me. precisei de estar naquela sala, a ouvir aquelas canções, para me convencer que a voz de Dawn McCarthy era uma benção. da matéria das coisas inexplicáveis, miraculosas, próximas da impossibilidade da perfeição, o título deste disco tem origem num poema. e não pode ser por acaso - não pode - que seja um poema sobre colapso dos nervos, músculos que atraiçoam, corpo que se faz túmulo:



After great pain, a formal feeling comes —
The Nerves sit ceremonious, like Tombs —
The stiff Heart questions was it He, that bore,
And Yesterday, or Centuries before?

The Feet, mechanical, go round —
Of Ground, or Air, or Ought
A Wooden way
Regardless grown,
A Quartz contentment, like a stone —

This is the Hour of Lead —
Remembered, if outlived,
As Freezing persons, recollect the Snow —
First — Chill — then Stupor — then the letting go


Emily Dickinson






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posted by saturnine | 14:48 | 6 Comentários


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domingo, 18 de maio de 2008



Domingo, 11 de Maio


com a excitação - óbvia, natural, inevitável - esqueci-me completamente que, contra todas as probabilidades, num domingo, 11 de Maio, cinco anos antes, um ponto negro ousou emergir da escuridão.








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posted by saturnine | 19:20 | 15 Comentários


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and then the demons strike back


isto de sobreviver aos dias é uma negociação. uma trégua, um espaço conquistado a custo. que é como quem diz: eu vou, mas volto. a própria Perséfone, coitada, cujo crime maior foi não ter resistido à sedução de uma romã, sabe-o melhor do que ninguém. aceitar uma dádiva de primavera é, ainda assim, aceitar deixar a casa sempre de mesa posta: diz que regressam logo no tempo previsto, eles, os demónios. e um amuleto é só uma trégua de estação: logo à hora marcada todo o inferno nos vem à boca.*

desafio-vos a encontrarem canção mais triste que esta. a canção tem o dom de ser, por si, triste. sabemo-lo pelo tom melancólico, dramaticamente contido, como uma valsa soturna em tom de despedida. e depois sabemos o que está dentro da canção: Robert Forster perdeu um irmão. um irmão que deixara a canção quase escrita e morreu antes que ela visse a luz do dia. em tudo na voz de Forster transparece essa herança, essa perda descomunal, impossível de conceber, essa falha grave do mundo. a canção, portanto, carrega toda a tristeza impossível de nomear e, ironicamente, afigura-se demoníaca. desafio-vos. não há nada mais assombrado do que isto, numa noite assombrada assim por tantos demónios e tantas perdas.




Robert Forster | Demon Days


In these demon days
We’re pulling our pay
The lights on the hill
Are freezing us still
The fingers of fate
Stretch out and take
Us to a night
But something’s not right
Something’s gone wrong


The half whispered hopes
The dreams that we smoked
Puffed up and ran
As only dreams can
Dreamt by the young
Sparks to be sung
In places so bright
But something’s not right
Something’s gone wrong







________________________
* Mia Couto





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posted by saturnine | 01:53 | 6 Comentários


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sexta-feira, 16 de maio de 2008



against demons


against demons é um amuleto. se eu tivesse etiquetas neste blog, esta seria a número um. um amuleto, uma gárgula, uma coisa inventada, mágica, simbólica, que mantém afastadas as investidas das trevas. aqui, against demons é a música que preenche os meus dias, a certeza de que o pop/rock é mesmo um dos assuntos mais sérios da vida, e que trazer por dentro uma canção é uma protecção, como quem ostenta um qualquer objecto da sorte contra a matéria má dos dias.
há uma meia dúzia de canções (bem, na verdade bastante mais que meia dúzia) que intercedem por mim quando as sombras se excedem e ameaçam. do que dói, defendo-me cuspindo versos. neste momento, poderia já arriscar uma enciclopédia dos afectos, primorosamente cartografados em pedaços de músicas. isto tem a sua relevância. de um modo geral, busca-se sempre um sentido. para o mundo, para qualquer coisa. não aguentamos a desordem estuporada da vida.* precisamos que alguma coisa nos diga qualquer coisa. a Rita arrisca tão bem uma explicação para o deslumbre do rock: é ter meia dúzia de gajos que conseguem dizer a uma geração de jovens adultos qualquer coisa que lhes diga alguma coisa. somos todos estranhos e temos as vidas fodidas, mas não estamos sós. dito de outra forma, pela mãos dos Shins, qualquer coisa como


So affections fade away,
And do adults just learn to play
The most ridiculous, repulsive games?


Turn on me




por isso é que há dias a fio só tenho duas coisas no meu leitor: The National e The Shins. que por um qualquer efeito mágico, são ambivalentes. droga e antídoto. veneno e bálsamo. aos primeiros, pergunto: espelho meu, espelho meu, que perguntas te faço eu?


we were always weird but I never had to hold you by the edges like I do now

Start a war



é o que eles dizem. mas depois sossegam:


turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
let's not try to figure out everything at once


Fake Empire



e há coragem para deixar que seja noite. (we're half-awake in a fake empire, frase-refrão mais emblemática do ano passado, bem no encalço da frase-refrão mais brilhante de 2005: break my arms around the one I love.)
já os segundos, trazem-me um retrato:


The gutter may profess its love,
Then follow it with hesitation,
But there are just so many of
You out there for rent

A stronger girl would shake this off in flight,
And never give it more than a frowning hour,
But you have let your heart decide,
Loss has conquered you,

You've won one too many fights,
Wearing many hats every time,
But you wont win here tonight



mas ainda vão a tempo de deixar um pedido, um recado, um desejo:


Oh girl, sail her, don't sink her,
This time


Girl Sailor



e eu suspendo-me um momento, uma hora, não sei quanto tempo. aguardo que passe. e confesso que menti. há mais coisas que me passam pelo leitor, a desoras. uma canção rara de The Go-Betweens, uma canção menos rara de Van Morrison e uma canção ao vivo de Robyn Hitchcock. canções que foram ofertas, preciosas e inesperadas, pelo que têm o dom de ser amuletos da melhor espécie: contra o medo, nada melhor do que ser levado pela mão.






_______________________________
* Herberto Helder





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posted by saturnine | 21:37 | 2 Comentários


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quinta-feira, 15 de maio de 2008



miles to go before I sleep #20


é possível que ainda demore, a lenta gradual descida deste limbo onde cada recanto reconduz às mesmas memórias, à mesma fantasmagoria. é possível que ande ainda tempo indefinido de rosto impreciso, feito canção. é possível que a cada coisa que dói só saiba responder com a inutilidade de um verso.



'Oh poor sky, don't cry on me
Did somebody break your heart again?
Oh poor sky, don't cry on me
Are you gonna fall apart again?'


The National






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posted by saturnine | 02:23 | 4 Comentários


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quarta-feira, 14 de maio de 2008



não há duas sem três


resta ainda dizer que houve bons pensamentos e bons desejos e uma ou outra impossibilidade fodida e muita gente em que pensei e entre as que conheço e as que não, não perdi oportunidade para cumprir um pedido e suspirar para dentro:



«serve me the sky with a big slice of lemon»

The National






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posted by saturnine | 01:25 | 2 Comentários


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you came on like a punch in the heart #3


de tantas formas, depois das pequenas mortes, se fazem às unhas à terra e se regressa ao lado arejado do solo. de tantas formas, depois de nos matar, nos volta a resgatar uma cidade. um certo limbo, um certo aperto no coração, uma certa indecisão entre a angústia e o nirvana, não são maus de todo. é bom reconstruir lugares. Lisboa, ganhaste-me outra vez.










© Senhor Manel










I was in a train under a river when I remembered what
What I wanted to tell you, man
What I wanted to tell you, man
I got two sets of headphones, I miss you like hell
Won't you come here and stay with me
Why don't you come here and stay with me






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posted by saturnine | 00:04 | 5 Comentários


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terça-feira, 13 de maio de 2008



Break my arms around the one I love



The National | 11 de Maio | Lisboa

© ilustre Senhor Manel, ao lado de quem tive o prazer de me sentar (na primeira fila, ao centro)





The National | Daughters of the Soho Riots



não há muitas palavras para isto. epifania. amor. derrota total. pequenas mortes. os rostos que vi, os que tanto queria ver, os que - qual Bartleby de meia-tigela - preferia não. a sensação de que somos vagamente weirdos em mútuo reconhecimento. eu pelo menos sou uma grande weirdo e doem-me permanentemente as coisas que trago por dentro. doem um bocadinho mais quando soa a "Daughters of the Soho Riots". doem particularmente se deixo ecoar-me na cabeça



I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up



and I'm closing on 29.





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posted by saturnine | 00:26 | 22 Comentários


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quinta-feira, 8 de maio de 2008



Este post tem dedicatória







The Go-Betweens | Spring Rain






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posted by saturnine | 00:16 | 3 Comentários


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spot player special




"us people are just poems"
[ani difranco]


*

calamity.spot[at]gmail.com



~*. through the looking glass .*~




little black spot | portfolio
Baucis & Philemon | tea for two
os dias do minotauro | against demons
menina tangerina | citrus reticulata deliciosa
the woman who could not live with her faulty heart | work in progress
pale blue dot | sala de exposições
o rosto de deus | fairy tales








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~*. rearview mirror .*~


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~*. spying glass .*~


a balada do café triste . ágrafo . albergue dos danados . almanaque de ironias menores . a natureza do mal . animais domésticos . antologia do esquecimento . arquivo fantasma . a rute é estranha . as aranhas . as formigas . as pequenas estruturas do ócio . atelier de domesticação de demónios . atum bisnaga . auto-retrato . avatares de um desejo . baggio geodésico . bananafish . bibliotecário de Babel . bloodbeats . caixa-de-lata . casa de cacela . chafarica iconoclasta . coisa ruim . com a luz acesa . comboio de fantasmas . complicadíssima teia . corpo em excesso de velocidade . daily make-up . detective cantor . dias com árvores . dias felizes . e deus criou a mulher . e.g., i.e. . ein moment bitte . em busca da límpida medida . em escuta . estado civil . glooka . i kant, kant you? . imitation of life . isto é o que hoje é . last breath . livros são papéis pintados com tinta . loose lips sink ships . manuel falcão malzbender . mastiga e deita fora . meditação na pastelaria . menina limão . moro aqui . mundo imaginado . não tenho vida para isto . no meu vaso . no vazio da onda . o amor é um cão do inferno . o leitor sem qualidades . o assobio das árvores . paperback cell . pátio alfacinha . o polvo . o regabofe . o rosto de deus . o silêncio dos livros . os cavaleiros camponeses no ano mil no lago de paladru . os amigos de alex . Paris vs. New York . passeio alegre . pathos na polis . postcard blues . post secret . provas de contacto . respirar o mesmo ar . senhor palomar . she hangs brightly . some variations . tarte de rabanete . tempo dual . there is only 1 alice . tratado de metatísica . triciclo feliz . uma por rolo . um blog sobre kleist . vazio bonito . viajador


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~*. the bell jar .*~



os lugares comuns: against demons . all work and no play . compêndio de vocações inúteis  .  current mood . filosofia e metafísica quotidiana . fruta esquisita menina aflita . inventário crescente de palavras mais-que-perfeitas . miles to go before I sleep . música no coração  .  música para o dia de hoje . o ponto de vista dos demónios . planos para dominar o mundo . this magic moment  .  you came on like a punch in the heart . you must believe in spring


egosfera: a infância . a minha vida dava um post . afirmações identitárias . a troubled cure for a troubled mind . april was the cruellest month . aquele canto escuro que tudo sabe . as coisas que me passam pela cabeça . fruto saturnino (conhecimento do inferno) . gotham style . mafarricar por aí . Mafia . morto amado nunca mais pára de morrer . o exílio e o reino . os diálogos imaginários . os infernos almofadados . RE: de mail . sina de mulher de bandido . the woman who could not live with her faulty heart . um lugar onde pousar a cabeça   .  correio sentimental


scriptorium: (des)considerações sobre arte . a noite . and death shall have no dominion . angularidades . bicho escala-estantes . do frio . do medo . escrever . exercícios . exercícios de anatomia . exercícios de respiração . exercícios de sobrevivência . Ítaca . lunário . mediterrânica . minimal . parágrafos mínimos . poemas . poemas mínimos . substâncias . teses, tratados e outras elocubrações quase científicas  .  um rumor no arvoredo


grandes amores: a thing of beauty is a joy forever . grandes amores . abraços . Afta . árvores . cat powa . colectânea de explicações avulsas da língua portuguesa  .  declaração de amor a um objecto . declaração de amor a uma cidade . desolação magnífica . divas e heróis . down the rabbit hole . drogas duras . drogas leves . esqueletos no armário . filmes . fotografia . geometrias . heart of darkness . ilustraçãoinício . matéria solar . mitologias . o mar . os livros . pintura . poesia . sol nascente . space is the place . the creatures inside my head . Twin Peaks . us people are just poems . verão  .  you're the night, Lilah


do quotidiano: achados imperdíveis . acidentes quotidianos e outros desastres . blogspotting . carpe diem . celebrações . declarações de emergência . diz que é uma espécie de portfolio . férias  .  greves, renúncias e outras rebeliões . isto anda tudo ligado . livro de reclamações . moleskine de viagem . níveis mínimos de suporte de vida . o existencialismo é um humanismo . só estão bem a fazer pouco


nomes: Aimee Mann . Al Berto . Albert Camus . Ana Teresa Pereira  . Bauhaus . Bismarck . Björk . Bond, James Bond . Camille Claudel . Carlos de Oliveira . Corto Maltese . Edvard Munch . Enki Bilal . Fight Club . Fiona Apple . Garfield . Giacometti . Indiana Jones . Jeff Buckley  .  Kavafis . Klimt . Kurt Halsey . Louise Bourgeois . Malcolm Lowry . Manuel de Freitas . Margaret Atwood . Marguerite Duras . Max Payne . Mia Couto . Monty Python . Nick Drake . Patrick Wolf  .  Sophia de Mello Breyner Andresen . Sylvia Plath . Tarantino . The National . Tim Burton


os outros: a natureza do mal . amigos . dedicatórias . em busca da límpida medida . retalhos e recortes



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...it's full of stars...


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